Apresentamos resumidamente alguns
dos modelos de desenvolvimento de comunidades e colaboração mais relevantes
para o desenvolvimento de ambientes de aprendizagem colaborativa:
a)
Modelo de
comunidades de investigação (Garrison et al., 2000)
1. Dimensão social - assenta na
criação de relações afectivas entre os participantes, enquanto facilitadoras da
presença cognitiva.
2. Cognitiva - é vista pelos
autores do modelo como um processo de pensamento crítico.
3. Docente - é um elemento de
base, na medida em que lhe cabe a tarefa de implementar e desenvolver a
comunidade e orientar a aprendizagem dos seus membros.
- Utiliza a comunicação
assíncrona, tendo o fórum de discussão como
suporte principal de comunicação.
b)
Modelo de
e-moderating (Salmon, 2000),
Baseia-se
cinco níveis ou etapas:
. Acesso e motivação
. Socialização online - nesta etapa apela para o desenvolvimento de três componentes base, que Wenger (2001) considera fundamentais na dinâmica das comunidades de prática: o empreendimento conjunto, o compromisso mútuo e o repertório partilhado
. Troca de informação- Nesta fase, o papel do e-moderador é crucial na ajuda e orientação dos participantes para alcançarem a construção da aprendizagem em cooperação.
. Construção de conhecimento - É uma etapa que tem como objectivo atingir a colaboração entre os participantes (Salmon, 2004), e considera-se finalizada quando se verifica a produção conjunta de saberes.
. Desenvolvimento - os elementos do grupo tornam-se responsáveis pela sua própria aprendizagem. É uma etapa dominada pela criatividade, pela crítica, pela auto-reflexão e pela verdadeira aprendizagem em grupo.
. Acesso e motivação
. Socialização online - nesta etapa apela para o desenvolvimento de três componentes base, que Wenger (2001) considera fundamentais na dinâmica das comunidades de prática: o empreendimento conjunto, o compromisso mútuo e o repertório partilhado
. Troca de informação- Nesta fase, o papel do e-moderador é crucial na ajuda e orientação dos participantes para alcançarem a construção da aprendizagem em cooperação.
. Construção de conhecimento - É uma etapa que tem como objectivo atingir a colaboração entre os participantes (Salmon, 2004), e considera-se finalizada quando se verifica a produção conjunta de saberes.
. Desenvolvimento - os elementos do grupo tornam-se responsáveis pela sua própria aprendizagem. É uma etapa dominada pela criatividade, pela crítica, pela auto-reflexão e pela verdadeira aprendizagem em grupo.
http://www.gillysalmon.com/five-stage-model.html
c)
Modelo de colaboração em comunicação assíncrona (Murphy,
2004),
- Parte do princípio de que a colaboração é um
processo contínuo de interação, que se inicia com a socialização e se dirige
para a produção de artefactos.
-
A colaboração pode ser reconhecida e pensada em termos de um contínuo ao longo
de seis processos, onde o tipo de interação que se estabelece se vai
modificando permitindo, ao mesmo tempo, outro tipo de relações mais
colaborativas.
-
Pretende-se que o grupo, funcionando como um todo, possa desenvolver uma
presença social, articular e construir novas perspetivas e significados,
trabalhar em conjunto para alcançar determinados objetivos e, produzir de forma
partilhada, determinados artefactos.
d)
Modelo de colaboração em ambientes virtuais (Henri e Basque,
2003)
- Baseia-se em três componentes: empenhamento,
comunicação e coordenação:
a)
O empenhamento, ou
envolvimento, assenta na necessária predisposição afetiva e psicológica dos
membros do grupo para colaborar. Esta disposição é conseguida através do
sentimento de pertença e da participação ativa de todos os membros do grupo,
para realizar as tarefas e atingir os objetivos comuns.
b) A comunicação está relacionada com o processo de partilha de informação
entre os elementos do grupo. É analisada segundo numa perspetiva cognitiva.
Consiste na partilha de ideias entre os elementos do grupo, para produzir novas
ideias, dar-lhe sentido e construir conhecimento.
c)A
coordenação consiste
na gestão das atividades das pessoas e dos recursos para atingir um fim. Orienta-se
para aspetos afetivos e psicológicos de grupo a fim de apoiar, de reconhecer,
de encorajar e motivar, procurando criar um clima favorável à colaboração.
e)
Modelo de interação em ambientes virtuais (Faerber, 2002).
-
Resulta do trabalho de investigação sobre o desenvolvimento de um ambiente
virtual de aprendizagem para a formação a distância
-
O estabelecimento de relações sociais numa comunidade educativa é um factor
determinante para o êxito deste tipo de formação.
-
Os processos pedagógicos não são estabelecidos apenas numa óptica
formando-formador, mas sim numa consideração de grupo como um conceito
particularmente fecundo em formação a distância.
-
Existência do triângulo pedagógico tradicional (formando-conhecimento-formador),
-
Nos polos do triângulo pedagógico tradicional, emergem três novas relações:
participar, facilitar e partilhar.
Fonte:
Meirinhos, M. & Osório,A. Modelos de Aprendizagem em Ambientes
virtuais.
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