quinta-feira, 9 de junho de 2016


Ação de Formação
Redes sociais: o Facebook como ferramenta digital de formação online para docentes



Temática

Redes sociais: o Facebook  como ferramenta digital de formação online para docentes

Atividade


Pretende-se que o estudante compreenda o benefício das redes sociais na estratégia de aprendizagem com possíveis formandos, assim como as regras básicas e boas práticas de utilização do facebook num ambiente de aprendizagem online.


Período


Dia 6 de junho até 4 de julho 2016

Competências a desenvolver

·         - Criar um grupo de formação no Facebook;
·         - Utilizar a rede social, com o recurso a ferramentas digitais: blogue, videoscribe,  youtube  e Google docs;
·         - Gerir a comunicação com os formandos aproveitando as potencialidades da rede social;
·         - Avaliar o impacto dos conteúdos na aprendizagem dos formandos;
·         - Criar conteúdos alinhados com as necessidades dos formandos;
·         - Ter uma atuação de e-moderador na rede social.

Descrição

·          A atividade desenvolve-se em 4 fases:
·         1ª– Leitura, análise e discussão de conteúdos fornecidos na plataforma (6 a 12 de junho).
·         2ª – Construção de blogue e elaboração de um vídeo em videoscribe sobre redes sociais (facultativo) (13 a 19 de junho).
·         3ª – Criação de um grupo de formação no facebook, com partilha de blogue e vídeo (20 a 26 de junho).
·         4ª – Elaboração e aplicação de questionário em formulário de Google docs sobre redes sociais e formação online (facultativo (27 de junho a 4 de julho).

Recursos

 Proceda à leitura dos seguintes textos e ligações:


Manual de Ferramentas da WEB 2.0 para professores (Amélia Carvalho)2008, Ministério da Educação, Lisboa

Avaliação

A avaliação será baseada na participação no fórum de discussão (10%), na elaboração de blogue e vídeo (30%), criação de grupo no facebook (30%) e elaboração e aplicação de formulário (30%).

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Apresentamos resumidamente alguns dos modelos de desenvolvimento de comunidades e colaboração mais relevantes para o desenvolvimento de ambientes de aprendizagem colaborativa:

a)      Modelo de comunidades de investigação (Garrison et al., 2000)
1. Dimensão social - assenta na criação de relações afectivas entre os participantes, enquanto facilitadoras da presença cognitiva.
2. Cognitiva - é vista pelos autores do modelo como um processo de pensamento crítico.
3. Docente - é um elemento de base, na medida em que lhe cabe a tarefa de implementar e desenvolver a comunidade e orientar a aprendizagem dos seus membros.

- Utiliza a comunicação assíncrona, tendo o fórum de discussão como suporte principal de comunicação.


b)      Modelo de e-moderating (Salmon, 2000),
Baseia-se cinco níveis ou etapas:
.     Acesso e motivação
 .  Socialização online - nesta etapa apela para o desenvolvimento de três componentes base, que Wenger (2001) considera fundamentais na dinâmica das comunidades de prática: o empreendimento conjunto, o compromisso mútuo e o repertório partilhado
.  Troca de informação- Nesta fase, o papel do e-moderador é crucial na ajuda e orientação dos participantes para alcançarem a construção da aprendizagem em cooperação.
.  Construção de conhecimento - É uma etapa que tem como objectivo atingir a colaboração entre os participantes (Salmon, 2004), e considera-se finalizada quando se verifica a produção conjunta de saberes.
.   Desenvolvimento - os elementos do grupo tornam-se responsáveis pela sua própria aprendizagem. É uma etapa dominada pela criatividade, pela crítica, pela auto-reflexão e pela verdadeira aprendizagem em grupo.

http://www.gillysalmon.com/five-stage-model.html

c)      Modelo de colaboração em comunicação assíncrona (Murphy, 2004),
 - Parte do princípio de que a colaboração é um processo contínuo de interação, que se inicia com a socialização e se dirige para a produção de artefactos.
- A colaboração pode ser reconhecida e pensada em termos de um contínuo ao longo de seis processos, onde o tipo de interação que se estabelece se vai modificando permitindo, ao mesmo tempo, outro tipo de relações mais colaborativas.
- Pretende-se que o grupo, funcionando como um todo, possa desenvolver uma presença social, articular e construir novas perspetivas e significados, trabalhar em conjunto para alcançar determinados objetivos e, produzir de forma partilhada, determinados artefactos.


d)     Modelo de colaboração em ambientes virtuais (Henri e Basque, 2003)
 - Baseia-se em três componentes: empenhamento, comunicação e coordenação:

a) O empenhamento, ou envolvimento, assenta na necessária predisposição afetiva e psicológica dos membros do grupo para colaborar. Esta disposição é conseguida através do sentimento de pertença e da participação ativa de todos os membros do grupo, para realizar as tarefas e atingir os objetivos comuns.

 b) A comunicação está relacionada com o processo de partilha de informação entre os elementos do grupo. É analisada segundo numa perspetiva cognitiva. Consiste na partilha de ideias entre os elementos do grupo, para produzir novas ideias, dar-lhe sentido e construir conhecimento. 

c)A coordenação consiste na gestão das atividades das pessoas e dos recursos para atingir um fim. Orienta-se para aspetos afetivos e psicológicos de grupo a fim de apoiar, de reconhecer, de encorajar e motivar, procurando criar um clima favorável à colaboração.

e)      Modelo de interação em ambientes virtuais (Faerber, 2002).
- Resulta do trabalho de investigação sobre o desenvolvimento de um ambiente virtual de aprendizagem para a formação a distância
- O estabelecimento de relações sociais numa comunidade educativa é um factor determinante para o êxito deste tipo de formação.
- Os processos pedagógicos não são estabelecidos apenas numa óptica formando-formador, mas sim numa consideração de grupo como um conceito particularmente fecundo em formação a distância.
- Existência do triângulo pedagógico tradicional (formando-conhecimento-formador),
- Nos polos do triângulo pedagógico tradicional, emergem três novas relações: participar, facilitar e partilhar.

Fonte:

Meirinhos, M. & Osório,A. Modelos de Aprendizagem em Ambientes virtuais.


sexta-feira, 29 de abril de 2016


Tema 1 - Modelos de Aprendizagem Plataformas digitais

A Internet tornou-se um meio de conhecimento fortemente abrangente que interliga pessoas, empresas, instituições e sociedade, surgindo como um meio de socialização em grande escala. Monereo (2005) citado por Carvalho (2008:60) identifica quatro competências sócio-cognitivas que devem ser contempladas na Internet:
1. Aprender a procurar informação.

2. Aprender a comunicar.

3. Aprender a colaborar.

4. Aprender a participar na sociedade.

Portanto, para além de obter conhecimento individualmente, o objetivo é também apostar na colaboração e partilha de saber.

As plataformas digitais, como ferramentas para a construção de ambientes colaborativos de aprendizagem, assumem um papel relevante no processo de ensino e aprendizagem, atualmente, devido à utilização e domínio que a sociedade tem sobre as tecnologias digitais. O professor/formador deve saber enquadrá-las e utilizá-las na prática educativa, e forma a explorar todas as suas potencialidades. Neste sentido, um dos princípios que deverá seguir é a utilização e desenvolvimento de aplicativos que “aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores (…) aproveitando a inteligência coletiva” (Carvalho, 2008: 108).

Quanto aos modelos de plataformas, a existência de um modelo ideal não será o termo mais adequado, visto que qualquer modelo tem as suas falhas e limitações, portanto, o caminho será enquadrar diferentes modelos e adaptá-los às necessidades de uma comunidade virtual específica.


Fontes:

Carvalho, A.A. (2008) Manual de Ferramentas da WEB 2.0 para Professores. Ministério da Educação – DGIDC, Selenova.

Meirinhos, M. & Osório,A. Modelos de Aprendizagem em Ambientes virtuais.